Façamos algo para diminuir a Obesidade

 

 

 

- Mais espaços verdes para a população poder fazer mais desporto e com boas infra estruturas. Pois correr no meio do tráfego, não é a melhor solução. Imagino que construir um parque verde, traz muito menos lucros do que 3 ou 4 edifícios naquele local. De quem é a culpa ? Eu sei, mas não convém falar, todos sabemos de quem é.

 

- Devem-se criar corredores nesses espaços verdes para corrida ou bicicletas. Quem costuma correr numa beira mar do Estoril, Oeiras, ou Parque das Nações, ou outras tantas pelo País, sabe do que estou a falar.

 

 

 

 

 

O constante drible e fintas pelo meio da população que apenas passeia ! Tudo bem podem continuar a passear.... antes corressem ... mas pelo menos saiam da frente de quem gosta de fazer desporto.

Um simples corredor de 1 a 2 metros de largura é o suficiente.

 

Sei que a maioria destas pessoas olha para os desportistas como viciados em desporto, mas daqui até a vigorexia (vicio em desporto) vai uma longa distância, pois os desportistas gostam de fazer desporto regular 3 a 5x por semana os vigoréxicos fazem de facto todos os dias e tem como prioridade o desporto a frente da familia ou emprego.

 

- Poucas empresas em Portugal facilitam o desporto para os seus empregados, é sabido que um empregado saudável e com uma actividade fisica regular desempenha melhor o seu trabalho e aumenta a consequente produtividade. Assim, senhores e senhoras directores gerais,

 

          - aumentem a hora de almoço para estes poderem praticar actividade fisica e almoçarem tambem e nao substituir o almoço pelo treino.

 

          - Ou façam pequeno ginásios no local de trabalho, podem ser pequeno, por exemplo uma ou duas passadeiras, bicicleta e remo por exemplo e uma maquina de musculação multi-funções, isto tudo custa no máximo 3000 € e com este dinheiro voce no próximo ano, poderá multiplicá-lo com a produtividade dos seus empregados.

 

           - Sabe quanto custa um Personal Trainer por hora ? 30 a 50€  se combinar com este professor 2 ou 3 aulas por semana para os seus empregados. Contabilizo cerca 300€ o que dá imensa motivação, supervisão de exercicios dos seus empregados. Afinal 400€ poderá ser metade do custo de um empregado seu mas ajudará a aumentar muito mais o seu lucro no final do ano, aposte comigo !

 

- 5.90€ . É o preço do meu DVD que está à venda nas Fnacs, hipermercados, etc. Carissímo, não acham ! Perguntaram me porquê tão barato ? Respondi, que não queria ficar rico com este dvd, mas sim sentir me bem comigo e saber que 90% das pessoas o compram por ser barato, logo o preço não torna-se uma dificuldade para começarem a treinar.

 

Assim sou ainda mais uma rica pessoa porque sinto-me melhor ainda a ajudar de quem precisa. Um pequeno aparte, Obrigado à OneRecords por tê-lo distribuido. Pois hoje em dia ninguem facilita, durante 2 anos que tentei pô-lo à venda...  muita gente e burocracia dificultaram-me. Mas ganhei-lhes ! Obrigado meu Deus !

 

- Por vezes perguntam-me "Como posso treinar, onde, e o que fazer ?!"

Será que estas pessoas já pensaram que por vezes basta sair fora da porta de suas casas e correrem pela vizinhança. Difícil !

Para fazer desporto não é preciso ir para um ginásio. Se forem melhor, se não tem possibilidades financeiras, saiam de casa e corram ! se não souber correr leia este artigo meu sobre "18 dicas para começar a correr hoje !"

 

- Um exemplo a seguir na minha opinião.

A obesidade no Reino Unido chegou a níveis tão assustadores que o governo britânico criou em 2006 um ministério para combater o problema. Caroline Flint, ministra da Saúde Pública, foi nomeada também “fitness minister” (ministra para a forma física). O objectivo é fazer com que os britânicos alimentem-se melhor e pratiquem actividade fisica


“Fui nomeada à frente de um cargo que tem como objectivo estudar, ao lado de outros ministérios, quais políticas podemos implementar para melhorar a qualidade da saúde da população”, afirmou Flint à rádio 4 da BBC.

De acordo com previsões oficiais do Reino Unido, cerca de um terço dos homens britânicos serão obesos em 2010. Outra estimativa é a de que, também em 2010, 22% das raparigas e 19% dos rapazes, entre dois e 15 anos, sejam cronicamente obesos.

 

Concluindo... sei que há muitas mais medidas a tomar para reduzir os custos da obesidade em Portugal e consequente aumento da nossa economia e da satisfação e alegria do povo português... Eu pouco mais posso fazer do que todos os domingos das 7 da manha as 13 horas da tarde, trabalhar aqui no "3Fitness.com" e proclamar e incentivar a actividade fisica, e durante a semana dou aulas de manhã até à noite... 

 

Este é o meu contributo, agora para quem puder fazer alguma coisa de facto na prática pela luta contra a obesidade...

 

Por favor faça-o.

Nós precisamos de si.

 

 

 

 

Obesos portugueses custam 500 milhões a si próprios e ao Estado

 

A balança está longe de ser o único instrumento para medir a dimensão da obesidade, que, em termos técnicos, se define como um índice de massa corporal superior a 30 quilos por metro quadrado. A máquina de calcular, que permite somar os diferentes custos associados de uma doença que afecta quase um milhão de portugueses, está a alertar o Governo para o peso escondido da obesidade na produtividade e nas contas públicas. O caso não é para menos: a obesidade custa a Portugal cerca de 500 milhões de euros por ano. E em vários países europeus já representa 5% do total da despesa pública com a saúde.

A conclusão é de João Pereira e Céu Mateus, num estudo intitulado Custos Indirectos associados à obesidade em Portugal. Nesse trabalho, os investigadores concluem que a obesidade esteve ligada, directa ou indirectamente, a mais de um milhão de dias de faltas ao trabalho, em 1996. As doenças do sistema circulatório, a diabetes de tipo 2 e as doenças de vesícula são as patologias associadas à obesidade que mais pesam no absentismo laboral.

Os autores tentaram medir os custos directos da obesidade (despesas do sistema de saúde e dos pacientes com o tratamento e prevenção) e os indirectos, que estão relacionados com os custos de produtividade. E chegaram à conclusão que, em 2002, os custos directos totalizaram cerca de 300 milhões de euros. Destes, as despesas com medicamentos (25,8%) representam a fatia mais gorda, logo seguidas pelas relacionadas com o internamento.

Para medir os custos indirectos, os autores estimam, para a população portuguesa, as proporções da doença e morte prematura atribuíveis à obesidade e multiplicam as estimativas populacionais encontradas pelo valor da produtividade económica potencial das pessoas afectadas. Chegam assim à conclusão de que os custos indirectos da doença rondam os 200 milhões de euros, sendo que a mortalidade contribuiu com 58,4% daquele valor e a morbilidade representou 41,6%.

Mas os mortos também custam dinheiro ao País? A ciência económica imputa custos a quase tudo. "Os custos da mortalidade são o resultado de 18 733 potenciais anos de vida activa perdidos , numa razão de três mortes masculinas por cada morte feminina", aponta o estudo. Ou seja, são pessoas que poderiam estar a produzir e a consumir, estimulando a economia. Já os custos de morbilidade "advêm de mais de 1,6 milhões de dias de incapacidade para o trabalho anuais, principalmente por faltas ao trabalho associadas a doenças do sistema circulatório e diabetes do tipo 2".

O Governo prepara-se para lançar um plano de prevenção e combate à obesidade, mas, como se vê, nem só de saúde se trata. - Carla Aguiar

 

Fonte: Diário de Notícias

15.04.2007

 

 

 

 

Por Marcelo Barros