O que
pode ser feito em caso de Lesões:
O DIAGNÓSTICO deve ser completo e preciso. Deve sempre que possível, ser minucioso e não dar margem a dúvidas, pois caso comecemos os processos terapêuticos sem certeza diagnóstica podemos estar a dar oportunidade a grandes fracassos com as suas consequências finais. As radiografias, a tomografia , a ressonância magnética e o ultra som , por exemplo, devem apenas ser utilizados ou na dúvida diagnóstica ou na complementação de dados já obtidos na avaliação clínica. Nas fracturas as radiografias são indispensáveis, bem como a perfeita localização de uma hérnia discal cirúrgica a ressonância magnética ou pelo menos a tomografia são necessárias. O ultra som pode trazer a ideia mais precisa de gravidade ou mesmo da evolução de processos em partes moles como as lesões musculares por exemplo. A electromiografia e electroencefalografia podem ser efectivas na exactidão diagnóstica.
Exames laboratoriais não devem ser esquecidos. Poderão também ser utilizados as "punções articulares" e finalmente a artroscopia como um processo precioso, feito por mãos experientes. Completos os diagnósticos precisos atingiremos a cura almejada
As CAUSAS podem ser divididas em 3 grupos: Predisponentes
(temperatura húmida e fria, erro de treino, fadiga psíquica, fadiga
muscular, local e material inadequado para a prática desportiva,
etc...), por erro de mecanismo (três possibilidades: falta de
automatismo, impulso involuntário interrompendo o automatismo ou
impulso voluntário interrompendo o automatismo) e por outros motivos (ex:
horário da competição, o desnível técnico dos competidores, o tipo de
desporto e até mesmo a violência que possa ser empregada na
actividade).
TRATAMENTO: O processo terapêutico de uma lesão atlética pode ser
dividido em CONSERVADOR (este é mais adequado mesmo que leve mais
tempo) ou CIRÚRGICO. Existem patologias de tratamento obrigatoriamente
cirúrgicas e outras obrigatoriamente conservadoras.
Caso tenhamos uma lesão que possa ter cura completa, quer com
tratamento cirúrgico quer com o conservador, devemos optar pelo
conservador mesmo que tenhamos um tempo necessário para a cura um
pouco maior. Muito provavelmente os riscos cirúrgicos não compensem o
ganho de alguns dias ou semanas. Porém, nas lesões que exijam
tratamento cirúrgico, devemos executá-lo o mais rápido possível.
Muitas são as opções de tratamento conservador. Assim, podemos
utilizar as imobilizações, o repouso, o tratamento medicamentoso e
finalmente os recursos fisioterapeuticos. Quanto às imobilizações só
devem ser empregadas no período exacto e apenas imobilizando os
segmentos corpóreos necessários, pois sabemos das importantes atrofias
musculares consequentes bem como da diminuição da amplitude articular.
Devem ser abolidos os processos terapêuticos de infiltrações
locais de corticoesteróides e ou anestésicos, os quais podem agravar
em muito a patologia pré-existente conforme demonstram muitos
trabalhos publicados.
Os Recursos Fisioterapeuticos são fundamentais na grande maioria
das lesões.O calor profundo (ultrasom, ondas curtas, etc...), o calor
superficial e o contraste podem abreviar em muito o tempo de cura. A
cinesioterapia ocupa lugar obrigatório em qualquer tratamento de lesão
atlética tendo na contracção isométrica (contracção muscular com
aumento de tónus, manutenção do tamanho da fibra muscular e sem
trabalho externo) a sua variedade mais utilizada. Não nos esqueçamos
portanto, dos exercícios passivos e das contracções isotónicas
(manutenção do tónus muscular e encurtamento do tamanho das fibras com
execução de trabalho externo). Fazem parte também das fibras com as
contracções auxotónicas (executadas pela musculatura antagonista ao
movimento, onde temos um aumento do tónus e alongamento das fibras
musculares - também chamada contracção excêntrica) e as contracções
isocinéticas (que fazem com contracções musculares rápidas, de curta
duração, e de pequena amplitude articular ).
Devemos valer-nos também dos exercícios de alongamento que só
devem ser utilizados no momento oportuno e com a intensidade
necessária (não devemos por exemplo fazer alongamentos nas lesões
musculares agudas ).
O número de lesões com frequência :
|
Segmentos Corpóreos
|
% de Lesões
|
|
Joelho
|
54,9
|
|
Coluna
|
21,6
|
|
Coxa
|
5,8
|
|
Tornozelo
|
5,8
|
|
Braço
|
3,9
|
|
Pulso
|
2,0
|
|
Pé
|
2,0
|
|
Ombro
|
2,0
|
|
Perna
|
2.0
|
|
Tipo de Lesão
|
% de Lesões
|
|
Entorse
|
13,8
|
|
Rotura Muscular
|
9,9
|
|
Contusão
|
7,8
|
|
Menisco - Ligam. Joelho
|
49,0
|
|
Mioentesite
|
1,9
|
|
Rótula Sub-Luxans
|
1,9
|
|
Fracturas
|
0
|
|
Coluna
|
11,9
|
|
Tendinite
|
0
|
|
Osteocondrite
|
0
|
|
Periostite
|
0
|
|
Neurite
|
0
|
|
Bursite
|
0
|
|
Luxação
|
1,9
|
|
Artrose
|
0
|
Por Marcelo Barros
Fonte: ACSM (American College of Sports Medicine)
3Fitness.com
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