Vegetariano,
sim. Mas com precaução...
Nos últimos anos reparamos no aumento da
prática vegetariana. Amigos, colegas ou parentes
dizem que estão a mudar a alimentação e tornam-se vegetarianos. Porém,
antes de fazer alguma alteração na sua dieta, conheça um pouco mais
sobre este tipo de alimentação.
O crescente interesse por esta prática alimentar é determinado por
diferentes factores, entre eles, ter um estilo de vida mais saudável.
Este tipo de dieta pode oferecer benefícios à saúde, tais como menor
taxa de diabetes, cancro de cólon e de mama, doença cardiovascular e
doença da vesícula biliar. Isso não significa que uma dieta omnívora
(dietas sem restrições, a nossa habitual) planeada por um
nutricionista e combinada com um estilo de vida saudável não seja
igualmente benéfica.
De 8 a 10 milhões de pessoas nos EUA que dizem ser vegetarianos, a
maioria elimina as carnes “vermelhas” das refeições, mas inclui
peixes, aves e produtos lácteos. Os lactovegetarianos não consomem
carne bovina, peixes, aves ou ovos, mas consomem o leite e
substitutos, os lacto-ovo-vegetarianos além do leite e substitutos,
também usam os ovos. O vegetariano estrito é o que evita todos os
alimentos de origem animal, esta alimentação é a única que oferece
riscos reais à nutrição, necessitando nestes casos, de um planeamento
cuidadoso, realizado pelo nutricionista.
As dietas vegetarianas estritas tendem a ter menos ferro que as
omnívoras, porém com a ingestão de alimentos
ricos em vitamina C, o
aproveitamento do ferro ingerido é maior. Sem alimentos lácteos, a
ingestão de cálcio pode ser baixa, além disso, os vegetarianos
estritos de longo prazo podem desenvolver a anemia megaloblástica como
resultado da falta de vitamina B12, encontrada em alimentos de origem
animal - que se caracteriza por uma degeneração da massa branca do
cérebro, nervos ópticos, medula espinhal e nervos periféricos,
precedendo alterações neurológicas, - neste caso é recomendada uma
fonte confiável desta vitamina ou o uso de suplementos.
Apesar da maioria dos vegetarianos atingir ou exceder as recomendações
de proteínas, as suas dietas tendem a ser mais baixas neste nutriente
do que as dos omnívoros, porém, na maioria das vezes atendem a
recomendação. Esta ingestão menor geralmente resulta num baixo consumo
de gordura, já que muitos produtos animais fontes de proteínas também
são ricos em gorduras.
As dietas vegetarianas bem planeadas por nutricionistas são seguras
pois, geralmente, atingem todas as necessidades nutricionais. Deve-se
prestar atenção na ingestão adequada de cálcio, ferro, zinco e
vitaminas B12 e D, principalmente nos casos de dietas vegetarianas
estritas.
3Fitness.com
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