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Meditar,
melhora a qualidade de vida
A meditação é usada há mais de 5 mil
anos pelos orientais. Felizmente, o ocidente está a acordar para os
benefícios da prática. Já extrapolou os templos religiosos e,
timidamente, ocupa importantes centros da medicina tradicional. Em
Nova York, o Memorial Sloan Kettering Cancer Center, referência
internacional no tratamento de cancro, oferece a técnica para os seus
pacientes como forma adicional de reduzir as dores provocada pelo
tumor. No ano passado, médicos do Medical College of Georgia
concluíram que meditar ajuda a combater a hipertensão. Para explicar
esse elo, o clínico geral Norvan Martino Leite, montou, dentro do
hospital, uma sala exclusiva para que os pacientes pudessem aprender
meditação a fim de usá-la como auxiliar dos seus respectivos
tratamentos. Cerca de 500 pessoas por semana frequentam as sessões de
meditação do hospital que acontecem todos os dias e duram duas horas
cada.
O que se pode observar entre os pacientes que fazem uso da
meditação?
A recuperação é muito mais rápida. Mas é importante dizer que esta
prática é um elemento coadjuvante no tratamento convencional e não o
único.
Há dados científicos indicando que a meditação ajuda, de facto, na
recuperação de doentes?
A Escola de Medicina da Universidade de Stanford (EUA) fez um estudo
com 100 mulheres portadoras de cancro de mama. O primeiro grupo, com
50 pacientes, participou de sessões de meditação, além de receber o
tratamento convencional (quimio e radioterapia). As outras 50
pacientes receberam apenas os tratamentos convencionais. O resultado
foi que as mulheres do primeiro grupo tiveram uma cerca de 18 meses a
mais em relação ao segundo grupo.
De que forma o hábito de meditar está relacionado à saúde?
A meditação é uma técnica que altera o
estado de consciência e aquieta a mente, deixa a pessoa atenta ao que
realmente interessa. O praticante consegue reconhecer o que o perturba
e aprende a ver a realidade como ela é e não como imagina ou como
gostaria que fosse. De maneira simples, é um instrumento para que cada
um melhore sua qualidade de vida. E isso é importante porque, na
maioria das vezes, um distúrbio físico é decorrente de problemas
emocionais. Só para ter uma ideia, 90% dos casos de hipertensão não
têm diagnóstico efectivo. Clinicamente falando, a meditação aumenta a
incidência de ondas alfas no cérebro. Assim, o metabolismo diminui,
usa-se menos oxigénio e menos glicose e o ritmo respiratório
desacelera. Isso relaxa e traz tranquilidade.
A técnica pode ser aplicada por qualquer tipo de paciente?
Não existe uma meditação para enxaquecas e outra para cancro. A
meditação cuida do indivíduo como um todo. Mas uma coisa é certa:
todas as doenças ligadas ao stress podem ser melhoradas com a prática.
Com que frequência e em que local deve-se meditar para atingir os
seus benefícios?
A prática deve ser diária. Não importa por quanto tempo. É preferível
meditar cinco minutos todos os dias do que quatro horas uma vez por
semana. Quanto ao local, cada um deve escolher aquele onde estiver
mais à vontade, até mesmo na sua banheira.
Quais são as sensações depois de meditar ?
Uma hora de meditação corresponde a seis horas de sono normal. E da
mesma forma que no período normal de sono, durante a meditação, ocorre
um aumento na produção e na circulação de endorfinas (substâncias que
transmitem a sensação de prazer).
Por Marcelo Barros.
Fonte: Sloan Kettering Cancer Center
Medical College of Georgia
3Fitness.com
Adverte-se para o facto de as informações
apresentadas pelo 3Fitness.com se
destinarem
apenas a pessoas sem qualquer problema de
Saúde.
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