Treino na Gravidez

 

 

Engana se quem pensa que é preciso abrir mão da prática desportiva por causa da gravidez.

 

Muito pelo contrário: exercitar-se contribui, e muito, para uma gestação saudável. Entretanto, nessa fase da vida é fundamental medir os riscos de cada actividade para, aí sim, optar pela mais adequada . A futura mãe precisa de reconhecer os seus limites. Ela até poderá praticar voleibol, mas deve ter a consciência de que o risco de acertarem lhe com uma bola existe,  alerta, afirmando que, para essas mulheres, a ginástica especializada, supervisionada por um profissional capacitado, continua a ser a melhor opção.

Evitar o ganho excessivo de peso é o principal objectivo das gestantes que procuram se exercitar. O que muitas desconhecem, porém, é que a ginástica também poderá trazer outros benefícios, como ajudá-las na hora do parto (principalmente se este for do tipo normal).

 

Quem possui um abdómen fortalecido terá maior facilidade para fazer a contracção,  as dores lombares - muito comuns neste período - podem ser minimizadas com os exercícios. Estas alunas devem manterem os glúteos e o abdómen contraídos, pois isso faz com a coluna fique mais recta, melhorando a postura e afastando os problemas de costas.

Procurar um local arejado, roupas que não limitem os movimentos e beber muita água, a alimentação também deve acompanhar o ritmo de treino.

 

Cinco a seis refeições diárias é o ideal. O objectivo é comer pouco e várias vezes ao dia, evitando doces e fritos, e abusando das frutas e legumes. O excesso de peso pode levar a problemas de pressão, bem como sobrecarregar o coração, apenas um lanche leve uma hora antes dos exercícios. Lembre-se de que estômago cheio pode provocar refluxo.

A mãe só pode começar uma actividade física a partir do terceiro mês de gravidez, e com autorização médica, pois antes disso o óvulo ainda está a  fixar-se no útero e o perigo de abortar é maior. Exercitar-se é fundamental, mas é importante saber que o ritmo de um atleta não poderá ser mantido. Nessa fase, a mulher torna-se vulnerável a quedas e lesões, que não só o trabalho muscular, mas também o circulatório e o respiratório, influirão no melhor desenvolvimento do parto e na pronta recuperação da paciente.

 

O trabalho de flexibilidade não deverá ser de grande intensidade devido a uma hormona que a futura mãe produz em maior quantidade, a elastina, assim, todo o trabalho de flexibilidade não deverá ser feito mas sim alguns alongamentos leves e sem forçar muito o alongar durante os normais 10, 15 segundos, mas sempre alongando mas pouquíssimo, ou seja até deve fazer, mas faça com pouca intensidade.

 

Esta cautela deverá ocorrer durante a gravidez e até depois de 3, 4 meses após o parto. Alongamento de alta intensidade poderá originar lesões na gestante.

 

Por Marcelo Barros