Varizes: Mitos e Verdades
Sobre o Problema
A causa exacta das varizes é desconhecida. Existem factores genéticos
e hereditários que determinam uma certa tendência ao aparecimento de
varizes ; ou seja a pessoa "já nasce" com predisposição à doença de
varizes num certo grau, maior ou menor.
A este factor, somam-se as condições adquiridas, que podem desencadear
ou piorar as varizes já existentes, que são entre outras, a gravidez,
obesidade, uso de anticoncepcional , uso de reposição hormonal, tipo
de trabalho, vida sedentária, etc.
Existem principalmente dois tipos de varizes e para cada tipo um
tratamento diferente. Para as varizes desenvolvidas de veias grossas,
o único tratamento é a cirurgia.
Para as microvarizes, é indicado o tratamento por injecções que é
chamado de escleroterapia ou na linguagem popular, “aplicação ou
secagem de veias”. Este tratamento é indicado para retirar as pequenas
veias tão comuns e inestéticas, que se agrupam em forma de teia de
aranha ou formando manchas.
A escleroterapia auxilia também na complementação do tratamento
cirúrgico, retirando as pequenas veias que a cirurgia não alcança.
Variação
O tratamento por escleroterapia naturalmente é um pouco doloroso, mas
nada que não seja suportável. É usada uma seringa com uma agulha muito
fina e um líquido que é o esclerosante, e são dadas várias "picadas"
nas microvarizes que querem-se esclerosar.
Naturalmente existem áreas mais dolorosas, mas tudo dentro do
suportável . Nas pessoas que são muito sensíveis à dor podemos usar na
sessão de escleroterapia uma bolsa de gelo ou uma pomada anestésica,
para amenizar a dor.
Eduardo Vergara explica ainda que as varizes ou as microvarizes "não
voltam", são outras que normalmente aparecem , às vezes no mesmo
lugar, indicando que a pessoa tem uma tendência hereditária ou algum
factor desencadeante importante. Por isto é necessário fazer
manutenção com escleroterapia sempre que apareçam outros vasos.
A escleroterapia como todo tratamento em medicina tem os seus riscos,
mesmo sendo feito por profissional habilitado e experiente. As
principais complicações são: manchas hipercrómicas; bolhas ou
flictemas; e pequenas ulcerações (feridas) muito dolorosas que são de
demorada cicatrização podendo deixar marcas, felizmente estas feridas
são raras.
Laser
O tratamento a Laser na escleroterapia teve início nos anos de
1985/86, com maus resultados tendo sido abandonado, pois além de não
ser muito eficiente na escleroterapia, era doloroso, e muito pior
deixando manchas definitivas na pele (tipo queimaduras).
Desde o final dos anos 90 vem tentando-se reintroduzir o laser
novamente na escleroterapia com novos nomes (Photoderm, Vasculight etc)
, com pequeno avanço , mas ainda inferior ao tratamento da
escleroterapia convencional. O laser além do seu alto custo é mais
doloroso, e continua queimando e a manchar a pele.
Retirada da safena X preservação
Até os anos 90 na cirurgia de varizes era quase que a regra a retirada
das veias safenas. Com o avanço da cirurgia cardiovascular, houve um
aumento da necessidade de se fazer pontes safenas no caso de obstrução
das coronárias, e também no caso de fazer ponte para as pernas no caso
de obstrução das artérias das pernas (evitar a gangrena).
Em muitos casos não existiam as veias safenas que tinham sido
retiradas numa cirurgia de varizes anterior e na maioria das vezes sem
necessidade.
A partir desta época , vêm sendo sempre priorizada a cirurgia de
varizes com a preservação (sempre que possível) das safenas. Para isto
é fundamental o uso de um exame especializado, o Duplex-scan venoso ou
Ecodoppler que permite mapear e estudar as safenas e as outras varizes
nos dando condição de indicar ou não a retirada da safena.
"Não adianta também deixar uma safena muito doente durante uma
cirurgia de varizes na tentativa de preservá-la , pois ela não irá
servir para usar como ponte num futuro". Neste caso tem que existir o
bom senso, deixando as safenas que ainda servem para a circulação
venosa e para possível ponte no futuro, e retirando as safenas
verdadeiramente doentes que não servirão nem para ponte, finaliza o
médico.
3Fitness.com
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